Blog · 27 de agosto de 2026 · 6 min de leitura
Prontuário psicológico na prática: o que registrar e por quanto tempo guardar
O registro documental não é burocracia opcional: é dever profissional, protege você em questionamentos éticos e judiciais e — bem feito — melhora a própria clínica, porque preserva a linha do tempo do processo terapêutico. O problema é que, no fim de um dia com seis atendimentos, sobra pouca energia para escrever. Este artigo resume o essencial da norma e um fluxo realista para manter tudo em dia.
O que a norma exige, em resumo
A Resolução CFP nº 6/2019 regula a elaboração de documentos psicológicos e o registro documental do atendimento. Na prática, para o consultório, os pontos que mais importam:
- Manter registro documental de cada atendimento: identificação do paciente, datas, procedimentos adotados e evolução do caso;
- Guardar os documentos por, no mínimo, 5 anos — prazo que pode ser ampliado por lei ou decisão judicial. Para prontuários em contexto de saúde, a legislação (Lei nº 13.787/2018) trabalha com prazos de guarda maiores, de até 20 anos;
- Garantir sigilo e acesso restrito: o registro é da psicóloga; o paciente pode solicitar acesso ao que lhe diz respeito, mas terceiros não.
Papel, arquivo ou sistema?
A norma aceita registro físico ou digital — o que ela cobra é sigilo, integridade e guarda. O digital ganha na prática: não se perde em mudança de sala, permite busca por paciente e facilita cumprir o prazo de guarda. O requisito inegociável é que só você tenha acesso: prontuário não é documento para ficar em planilha compartilhada ou no bloco de notas do celular.
Um fluxo realista: a anotação de 40 segundos
- Terminou a sessão? Marque como realizada na agenda;
- Na mesma tela, dite a anotação por voz — dois ou três minutos falados viram texto na hora, e você edita o que quiser;
- A anotação entra no prontuário do paciente, na linha do tempo das sessões.
É assim no Sessão Leve: o prontuário de cada paciente reúne as anotações por sessão, estatísticas (tempo de acompanhamento, frequência, faltas) e um resumo clínico gerado por IA a partir das suas próprias anotações — com hipótese diagnóstica em campo privado, que o paciente nunca acessa.
Prontuário em dia sem digitar
Anote por voz ao fim de cada sessão e deixe a IA montar o resumo clínico. Registro organizado por paciente, acessível só para você.
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